PPAR, a saída para inflamação e o aumento de peso; a ligação entre a dieta e os genes

Eles explicam como a inflamação causa aumento de peso e mostram de que maneira podemos usar anti-inflamatórios naturais para emagrecer.

Minha saúde melhorou

Receptores da chamada família PPAR (alfa, beta e gama), abundantes na superfície do núcleo das células de gordura e do fígado, são essenciais para compreendermos a associação entre inflamação, metabolismo e peso. Os PPAR, minúsculos receptores localizados nas células, comunicam-se com o DNA para acelerar o metabolismo ou deixá-lo mais lento. Eles também controlam a inflamação. Determinados alimentos ( sobretudo algumas gorduras) ativam os receptores PPAR, enquanto outros tipos de alimentos os desativam.

Os alimentos que consumimos conversam com os genes. Eles se comunicam especificamente com a família dos receptores PPAR, dizendo-lhes que devemos emagrecer ou engordar, acalmar a inflamação ou aumentá-la. Sem dúvida, precisamos tanto da capacidade de produzir a inflamação para combater infecções e lesões quanto da capacidade de atenuá-la.

Arte

Esse equilíbrio é a chave para saúde.

Uma das moléculas inflamatórias produzidas pelas células de gordura quando comemos muito açúcar, muita gordura saturada ou apenas muitas calorias e a TNF-alfa, que se liga aos PPARs e os bloqueia dentro das células.

Essa molécula inflamatória desacelera o metabolismo, torna o organismo resistente aos efeitos da insulina e promove o aumento do peso. O consumo de alimentos de baixa qualidade (açúcar refinado, gordura trans, gordura saturada, etc.) que não estão de acordo com nossas necessidades evolutivas faz com que o organismo libere mensagens inflamatórias que impedem o funcionamento de partes críticas do sistema metabólico, além de debilitar o metabolismo e provocar ganho de peso. Isso não é apenas uma teoria – hoje sabemos como esses alimentos conversam com os genes.

Algumas das pesquisas mais interessantes realizadas nos últimos anos analisaram como os mesmos alimentos que ajudam a emagrecer – ácido graxo ômega 3 (encontrado em peixes) óleo de semente de linhaça, hortaliças frutas ricas em antioxidantes e fitonutrientes – também contribuem para inibir a inflamação.

Desativando inflamação

Muitos estudos mostram que mudanças na alimentação, no estilo de vida e na atividade física podem atenuar a inflamação. Uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol e rica em fibras azeite de oliva carboidrato de CG baixa e gordura ômega 3 diminui a inflamação e melhora a sensibilidade à insulina. Basta aumentar a ingestão de fibras para reduzir a inflamação e os níveis de proteína C reativa.

Mostrou-se que uma alimentação que combine soja, fibras solúveis ou viscosa como o glaucomanano ou konjac, amêndoas esteróis vegetais (gorduras vegetais encontradas em pequenas quantidades em frutas, hortaliças e nozes) diminui o colesterol e a inflamação tanto quanto as populares estatinas, hoje muito usadas com esse fim. Os alimentos de soja também reduz a inflamação.

Além disso, eliminar as causas da inflamação e adicionar remédios e suplementos à base de ervas a prescrição do metabolismo pode melhorar significativamente o estado inflamatório do organismo.